A todos aqueles que estudam avaliação

Gostaria de agradecer a passagem por aqui e dizer a todos que sejam bem-vindos.
Aproveito para pedir que cada um possa compartilhar comigo as suas dúvidas, certezas e questionamentos sobre o tema, para que possamos, como diz o Professor Luckesi, estabelecer um grupo de estudos e análise sobre a avaliação, na tentativa de vencermos modelos há tempos superados.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Por onde eu ando...

Algumas pessoas(leitores) tem me perguntado, porque parei com o blog, desistiu da avaliação, professora? Alguns questionam. Não, respondo enfaticamente, estou dando um tempo, estou indo além.
Este tempo estudando avaliação escolar me levou a outras reflexões, com relação a profissionalidade dos professores. Não mudamos a avaliação porque acreditamos no que fazemos,ou porque simplesmente reproduzimos o que vivenciamos como alunos? Tenho procurado responder a este questionamento e para tanto estou buscando identificar como nos tornamos professores universitários, quais caminhos percorremos para construir nossa profissionalidade e exercer nossas funções cotidianas.
Voltarei sim, continuarei batendo na mesma tecla, como avaliar para cuidar que o aluno aprenda e não somente seja promovido para receber  diplomas e títulos, mas também vou buscar compreender porque tem sido tão difícil estabelecer mudanças ou compreender a forma de como nos tornamos professores.
Estou por ai e sempre que dê volto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Avaliação da aprendizagem: concepção e prática: A avaliação ou a promoção automática: o que queremos...

Avaliação da aprendizagem: concepção e prática: A avaliação ou a promoção automática: o que queremos...

A avaliação ou a promoção automática: o que queremos...

Hoje vi uma nota no Jornal que dizia que entre os principais projetos da nossa Presidente, está cuidar melhor da educação: reformular os currículos e acabar com a promoção automática.
Queria neste espaço colocar a minha humilde opinião sobre o segundo tema, a aprovação(promoção)(progressão) automática.
O que vem a ser a aprovação automática, no entendimento que temos: è a possibilidade de acabar com as injustiças do processo avaliativo desenvolvido nas nossas escolas, que ao invés de se preocupar com a aprendizagem, preocupa-se em aprovar o reprovar o aluno, sendo assim,  a mesma surgiu em um momento que as discussões sobre avaliação da aprendizagem e principalmente os nossos números apontavam para uma prática excludente e meramente clssificatória, colocando a maioria dos alunos brasileiros para fora da escola, gerando uma evasão e uma repetência que levava a uma defasagem série/idade que emperrava o andamento do aluno na vida escolar e gerava gastos exorbitantes para os cofres públicos.
No entanto, penso ser mais complexa a discussão sobre aprovar o aluno, somente pelo simples fato do mesmo estar frequentando ou às vezes ter simplesmente se matriculado na escola.
Acredito que esta perspectiva acaba sendo o que o professor Luckesi certa vez colocou em uma das suas muitas falas que já tive o prazer de ouvir: "acaba sendo arbitrário aprovar por aprovar, dá mesma formar que reprovar por reprovar", pois acabamos negando ao aluno o direito a informação sobre aquilo que sabe, e o que é pior ele acha que sabe, porque foi promovido e certificado como tal.
Equivocadamente saimos de um extremo para o outro, reprovávamos somente nos baseando em instrumentos pontuais e passamos a aprovar sem ao menos termos acesso a nenhum tipo de dado para fazê-lo. A  avaliação denunciada por tantos estudiosos na década de oitenta e que o professor Luckesi(2003) classifica de exame, possibilitou novas discussões e busca por novos modelos e conceitos, neste sentido, entendo que avançamos no ideário, muitos já discutem o papel da avaliação como processo, e que a mesma tem a função de fornecer informações para que possamos emitir uma opinião e consequentemente tomarmos a decisão de ressignificar o processo, caso seja necessário.
No entanto, quanto às práticas caimos em um vazio, às vezes escutamos alguns professores "dizerem que não avaliam, pois não precisa já que o aluno não pode mais ser retido'. O que nos leva a constatar que o problema não está na aprovação automática, mas na forma, como a escola de forma geral vem praticando a avaliação , pois a promoção(progressão)  automática, não descarta o uso da avaliação, nem a busca de informações sobre a aprendizagem do aluno, creio que de forma contrária, muda o foco da aprovação para a aprendizagem.
O que facilitaria o trabalho do professor que não precisaria mais parar para aprovar ou reprovar, reter ou promover, mas se o aluno aprendeu ou não, e o que falta para o mesmo aprender que pode ser adquirido no ano ou na série seguinte.
Não sei se a avaliação como processo, contidiana que busca informações para qualificar o objeto, tem espaço nas nossas escolas, porque digo isso, porque precisamos promover, certificar, e passamos muito pouco tempo com os nossos alunos, pois temos muitos, e em turnos e séries variadas, não temos tempo, nem qualidade no trabalho que nos permita olhar no olho, compartilhar, compactuar, observar, acompanhar o nosso aluno de forma mais atenta para afirmarmos que os mesmos aprenderem e adquiriram os conhecimentos ou as habilidades necessárias para ir progredindo, ou que o mesmo está em tal nível e que ações diversificadas em tempos diversificados irão possibilitar ao aluno continuar aprendendo.
Sendo assim, acredito que é mais fácil criar mecanismos que nos possibilitem continuar retendo os que acreditamos que não sabem e promovendo os que acreditamos que sabem, mas tenho a ousadia de dizer, que a nossa Presidente precisa de pessoas que compreendam que o problema da nossa educação, não está na avaliação realizada, mas na forma como vem sendo constituida pelo nosso sistema, não mudaremos a avaliação, mesmo acabando com  a aprovação automática ou mantendo o sistema de classificação e reprovação, mas mudando a própria organização da escola: começando por entender que educação não é gasto é investimento, e que os professores, os profissionais da educação precisam ser tratados de forma diferente pela sociedade - a valorização e a possibilidade da melhoria na qualidade da sua formação e do seu trabalho, irão se constituir como o elo necessário para que não tenhamos tempo de falar nem em avaliação, nem em reprovação, nem em promoção automática, mas sim falarmos em aprendizagem.
Mas não sou a favor da aprovação automática, sou a favor da possibilidade da avaliação como um elemento do prática pedagógica que auxilia ao professor a cuidar do processo constitutivo do seu trabalho: cuidar para que o aluno aprenda.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Exercício de definição da avaliação escolar

A avaliação, escreve Charles Hadji, "consiste em atribuir um valor" - ou [...]um sentido - a uma situação real, à luz de uma situação desejada, com isso confrontando o campo da realidade concreta e o das expectativas, e, portanto, articulando uma referência e um referente"(Charles Hadji, 1989). O avaliador, assinala substancialmente o mesmo autor, não é um observador (que examina o que é),nem um preceituador(que enuncia o que deve ser). Poderiamos dizer que é um "comparador", que mede a distância entre o que é e o que poderia ser.
Como se vê, falar de avaliação em termos de comparação ajuda a compor uma imagem binária, avaliar não é apenas considerar que um trabalho é satisfatório ou não.
Avaliar é interpretar os dados, fazer emergir sentido, revelar o qualitativo no quantitativo: o que significa essa nota, esta prova?. Avaliar[...] é interpretar os dados, fazer emergir sentido(valor). O verdadeiro problema do avaliador não é inventar um sistema pertinente de notação, mas decidir o que significa e o que devem ser prenchidas e quais são, ao contrário os pontos fortes sobre os quais se pode ter esperanças.
(Michel Barlow.2006)

domingo, 10 de outubro de 2010

O que fica disto tudo...

Sexta-feira dia 08/10/2010, apliquei um instrumento de coleta de dados(escolhi uma prova de  análise e compreensão) na turma do 6º semestre de Pedagogia -  com o objetivo de acompanhar a comprensão da turma sobre as fases de evolução da verificação da aprendizagem dos alunos e trabalhar com a promoção da I Unidade - atribuição de escore.
Cada semestre é uma novidade, mesmo repetindo a disciplina é sempre possível vivenciar situações diferentes, a aplicação do instrumento revelou uma turma bastante diversificada, algumas entregaram em branco, outras reclamaram que não gostam da disciplina, e outras que não conseguiam entender o que o assunto queria  dizer, algumas gostaram bastante e elogiaram a elaboração do instrumento.
Tenho alguns questionamentos que gostaria que a turma respondesse:
a) O que não gosta na disciplina: a forma como eu construo as situações de aprendizagem ou a disciplina em si?
b) o que foi complicado no instrumento para respondê-lo? os enunciados não eram claros o suficiente?
c) ficaram com medo de responder o instrumento por acharem dificil, ou não terem estudado o suficiente?Alías qual sentimento foi gerado? Coloquei medo, mas não sei se foi este mesmo, ou outros.
d) Acham que o resultado refletirá o quê?
e) Como vocês acham que devemos verificar o aprendizado para efeito de promoção? E ao sugerirem os tipos de instrumentos justificar por que, este você acha adequado.
Enfim, este primeiro instrumento aplicado, não tem até agora, revelado que até este semestre, as turmas não conseguiam  aprender a história e a episteme da avaliação da aprendizagem.
Portanto, agora com esta dificuldade vivcenciada por esta turma a avaliação do processo possibilitará um recomeço e novas possibilidades.
Quero que vocês respondam para a gente discutir na próxima aula.
Abraços
Bom feriado.







sábado, 28 de agosto de 2010

A posição variável da avaliação no ensino

No mundo inteiro a educação tem sido considerada como um conjunto de tarefas de aprendizagem que, supostamente, se tornam mais difíceis à medida que se evolui do primeiro até o último ano da educação formal.[...]Durante muitos séculos, a educação foi concebida como uma pirâmide, tendo na base todos ou a maioria dos indivíduos pertencentes aos grupos etários mais baixos que frequentam a escola, e muitos poucos eventualmente atingindo o ápice.Os exames tem sido utilizados como um recurso de decisão quanto a quem será permitido passar para o nível seguinte, como parte do processo, os resultados dos exames e o julgamento dos professores vieram a se transformar num sistema de notas pelo qual os alunos são classificados anualmente ou com mais frequencia.
Assim, a educação tem sido encarada como algo composto de um currículo fixo, um conjunto graduado de tarefas de aprendizagem, e um grupo heterogêneo de aprendizagens que serão classificados ao final de cada um dos principais períodos do sistema escolar. Os exames ou outros procedimentos de avaliação são utilizados a fim de efetuar decisões críticas e muitas vezes irreversíveis a respeito do valor de cada aluno e de seu futuro no sistema educacional. estas decisões e classificações frequentemente afetam toda a sua carreira.
[...] O propósito fundamental da avaliação tal como é mais frequentemente utilizada nos sistemas educacionais existentes, é o de atribuir notas e classificar o aluno. É planejada a fim de detectar os que fracassaram (D ou F), os que foram bem sucedidos (A ou B), e os que se viraram (C). A aplicação de testes e de outras formas de avaliação comumente utilizadas nas escolas pouco contribuem para o aperfeiçoamento do ensino e da aprendizagem, e raramente são um indicador seguro de que todos (ou quase todos) aprenderam o que o sistema escolar reputa como tarefas e metas importantes do processo educacional. (Bloom, 1983)


Novos olhares...novas interpretações

Neste momento reporto-me à nova turma da disciplina avaliação da aprendizagem, que interessante este novo grupo, quantas perguntas, quantos questionamentos, estou novamente tendo o gosto de discutir sobre avaliação escolar.
Espero que este gosto inicial permaneça durante todo o semestre e que possamos construir novos avaliadores com posturas e maneiras diferentes de avaliar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

2010.2

Estamos prontos para mais uma empreitada, outro curso, outros sujeitos, e novamente um espaço de reflexão e de discussão sobre a temática em questão - a avaliação da aprendizagem.
Neste momento, gostaria de solicitar a este novo grupo uma parceria constante para que possamos ressignifcar as concepções e contribuir para transformar as práticas avaliativas existentes.
Que pensam sobre a avaliação e o ato de avaliar - considero estas reflexões como o ponto de partida para os nossos estudos.
Bem vindos e que possamos construir uma relação amorosa.
Professora Cácia

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tudo de novo...novo

Este semestre tem sido difícil resgatar a conversa, o diálogo sobre avaliação, confesso que estou igual a uma professora certa vez entrevistada " assunto pisado e repisado" falar mais o que sobre avaliação, nestes quase dois anos com o blog, busquei dialogar com o tema de forma que pudesse construir um espaço para além da sala de aula, no entanto, em alguns momentos serviu, os alunos buscavam, participavam, hoje já começo a achar que a ferramenta está ultrapassada, é muito lento, palavras e informações demais, avaliando a utilidade do mesmo já começo a questioná-lo, vou continuar usando? ou vou simplesmente ignorá-lo? ainda não sei a resposta, mas uma coisa é certa, não posso desistir do estudo e do diálogo sobre a avaliação escolar, pois se assim o fizer serei eu a vencida.
Então mesmo sendo assunto "pisado e repisado" vou buscar junto a vocês a coragem para continuar discutindo e contribuindo para formar professores que transformem a prática de avaliação há muito cultivado.

domingo, 21 de março de 2010

As novas turmas...

Estou novamente refletindo sobre o início do semestre e o que está por vim, duas novas turmas - Pedagogia e Química, por essência objetivos diferentes, mas um primeiro momento igual, já que precisamos em um primeiro momento desconstruir paradigmas e alterar concepções há muito enraizada - avaliar não se resume a examinar, vai além, e neste primeiro momento a tentativa de fazer com que os alunos compreendam e dessa forma consigam avançar na compreensão sobre a avaliação educacional é o objetivo orientador dos estudos e das situações de aprendizagem.
Sejam bem vindos e que possamos ao final do semestre, estabelecer relações diferentes com as práticas avaliativas vivenciadas como aluno e que levemos para a nossa ação como professores modelos formativos e includentes de avaliação.
Abraços a todos.
Professora Cácia Rehem

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E que possamos refletir sobre 2009

Eu discuto e estudo sobre um tema que nesta época do ano aparece de forma digamos até que um pouco exagerada - é avaliação final na escola, é exame de vestibular( para determinar que terminamos uma etapa e começamos outra) e principalmente é a avaliação sobre o ano que termina, ações, realizações, perdas, ganhos, amigos que chegam, amigos que se vão (será que algum dia poderão ser realmente considerados amigos?), enfim buscamos através da avaliação que neste caso se apresenta como somatória( uma soma da qualidade de acertos, daquilo que pode ser aproveitado para o ano que vem, assim como a soma do que não prestou, do que fizemos de errado, para descartarmos e não repetimos) , os dados necessários para que tenhamos um feedback que nos oriente na ressignificação da nossa caminhada para que possamos fazer diferente e melhor.
O professor Luckesi(2004) nos diz que o sentido da avaliação está na melhoria da qualidade de vida daqueles que são avaliados, nesse sentido, não importaria todo este processo de avaliação se não fosse para que o ano que se inicia seja diferente e melhor.

Brindemos a 2010

domingo, 13 de dezembro de 2009

Reflexões...

Mais uma vez ao terminar um semestre ministrando uma disciplina que trata da episteme e da história da avaliação da aprendizagem, surgem alguns questionamentos que acabam me permitindo um processo rico de reflexão.
O primeiro deles é :até que ponto os instrumentos utilizados para coletar os dados sobre a aprendizagem dos alunos e do próprio grupo efetivamente me possibilitaram informações sobre o processo e o resultado dos alunos e do grupo?
Os teóricos sobre o tema na sua maioria para não acatar que é uma unamidade, afirmam que a diversidade dos instrumentos é condição fundamental para que os dados coletados possam informar com riqueza o quanto os alunos aprenderam,.
No entanto, para coletar dados no intuíto de classificação optei por três no semestre, e confesso não houve diversidade, optei pela prova, embora as mesmas tenham sido construídas de forma diferente e com objetivos diferentes. E ai fica uma outra questão: Como pode uma professora que estuda a avaliação há tanto tempo e que efetivamente compreende a importância da diversidade e da utilidade dos instrumentos no momento de classificação os diversifica tão pouco? E ai respondo a vocês caros leitores, depois de 14 anos trabalhando como professora na Educação Superior, com disciplinas de 60 e 75 horas, pude constatar que o Regimento da Universidade quando aponta a realização de três por semestre já oferece uma quantidade suficiente, porque entende e eu entendo da mesma forma que para a classificação três instrumentos em um semestre com uma carga horária tão pequena é suficiente.
Além do que paramos para aplicá-los e com três por semestre , já utilizamosjuma carga horária de no mínimo seis horas para esta aplicação, e se aplicassemos mais teríamos então uma carga horária de estudos efetivamente ainda menor.
Sendo assim e claro não simplificando a questão com este argumento, acrescento um que me tranquiliza: O processo avaliativo ocorre durante todo o processo e ao fazer a avaliação individual e do grupo percebo que tenho informações suficiente para auxiliar tanto o grupo quanto a cada um deles individualmente.
Sendo assim, acredito que tenho trilhado um caminho certo, pois utilizo a observação constante como um instrumento e que durante o percurso vou coletando dados, e com eles vou ressignificando a minha relação de trabalho com o grupo e com cada aluno individualmente.
Além do que os instrumentos aplicados são elementos constantes de informação para professor e alunos porque posso corrigir ,devolver e refazer. Com muitos dificilmente pelo pouco tempo teria esta oportunidade.

domingo, 1 de novembro de 2009

A organização do Banner para a apresentação da pesquisa sobre avaliação na educação infantil

O banner dever ser organizado segundo as orientações abaixo:
A apresentação do trabalho será no dia 10/12/2009 e junto com a apresentação o artigo sobre o tema proposto.

Largura: 90 cm
Altura: 1 metro
O cabeçalho deve constar o simbolo da UESB. o nome da universidade, do colegiado e da disciplina, professora e grupo.
Introdução: apresentando o trabalho
Objetivos
Discussão teórica
Considerações finais
Bibliografia.
A análise de dados irá permitir apontar quais concepções existem entre os professores sobre avaliação da aprendizagem na educação infantil e anos iniciais e como as práticas acontecem, as considerações devem apontar quais conclusões foram tiradas pelo grupo.
maiores esclarecimentos favor solicitar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Alguns pontos necessários para compreender R. Tyler

De acordo com Tyler, a avaliação é: Um processo mediante o qual se determina até que ponto tem sido alcançado as metas propostas;
Segundo Tyler as decisões acerca dos programas deviam estar baseadas necessariamente na coincidência ente os objetivos do programa e seus resultados reais; E estabelece alguns procedimentos para que se possa avaliar o programa:
  1. Estabelecer as metas e os objetivos;
  2. Ordenar os objetivos em amplas classificações;
  3. Definir os objetivos em termos de comportamento;
  4. Estabelecer situações e condições segundo a qual podem ser demonstrada a consecução dos objetivos;
  5. Explicar os propósitos e os tipo de estratégia mais importante nas situações mas adequadas;
  6. Comparar os dados colhidos com os objetivos de comportamento.
As evidências sobre o comportamento e o rendimento do aluno proporciona um método de avaliação adequado;
O método tyleriano dispõe de vantagens sobre outros método já que: tem em conta o conhecimento, as intenções do programa, todas suas metas, objetivos comportamentais e os procedimentos que tem que ser colocado em prática para que se alcance os êxitos;
Tyler via a avaliação como um processo recorrente.

Estes pontos permitem compreender a perspectiva tyleriana sobre a avaliação não precisamos aceitar ou concordar, mas conhecendo e compreendendo as suas posições seja possível modificar as posturas avaliativas vigentes .

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aula 15 /10

Pessoal estou em Brasília só chego na sexta-feira, por isso não teremos aula, também em função da viagem com a Professora Sirlândia.
Por isso preciso do trabalho com o texto de Tyler como sem falta para a próxima segunda-feira, iremos trabalhar com ele e preciso da participação e comprometimento de todos.
Professora Cácia

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A ratio studorum

Em sua organização a ratio deixa especificado como devem ocorrer a promoção dos alunos ou a sua renteção, neste texto extraido do site http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/fontes_escritas/1_Jesuitico/ratio%20studiorum.htm, fizemos uma compilação das regras estabelecidas para tal fim. vejam como é interessante identificar que até hoje mantemos as mesmas posturas e regras.
Promoção. - A promoção geral e solene far-se-á uma vez no ano, depois das grandes férias. Se um ou outro porém, se distinguir notavelmente e mostrar que fará mais progressos na classe superior do que na sua (o que se po­derá averiguar pela inspeção da pauta e parecer do pro­fessor), não se retenha, mas em qualquer época do ano, mediante exame, seja promovido, da primeira classe de Gramática, porem, para as de humanidades, por causa da métrica, que se explica no segundo semestre, e da classe de Humanidades para a de Retórica, por causa de compêndio de Cipriano [Soares], só por exceção poderá alguém ser promovido.

14. Exame escrito. - Para o exame em todas as classes haja um, ou se for mister, dois trabalhos de prosa; na classe superior de Gramática e na de Humanidades - também um de poesia , e, se parecer melhor, após intervalo de alguns dias, uma prova de grego.

15. Promulgação das normas de exame. - Providencie, para que, com a antecedência de dois ou três dias, os professores anunciem a matéria da prova escrita e leiam em todas as classes as normas do exame indicadas no fim destas regras.

16. Presidência do Prefeito. - À prova escrita presida o próprio Prefeito de estudos ou substituto que ele designar. No dia para ela marcado, dado o sinal, indique a ma­téria, que deve ser antes breve que longa.

17. Entrega das provas aos examinadores. - Conserve consigo as composições reunidas em pacote, por ordem alfabética e, se não houver impedimento, distribua entre os examinadores para que, se parecer bem, leiam e notem os erros à margem.

18. Examinadores. - Deverão ser três os examinado­res. Um deles será, por via de regra, o próprio Prefeito; os outros dois serão escolhidos pelo Reitor com o Prefeito entre pessoas versadas nas boas letras e, possivelmente, não professores. A decisão será tomada por maioria dos três sufrágios. Se for elevado o número de alunos, nada impede que se constituam duas ou mais comissões ternárias de examinadores.

19. Número dos examinandos. - Os alunos sejam chamados em grupos de três, ou mais, principalmente nas classes inferiores e outros tantos sejam em seguida enviados pelo mestre em ordem alfabética ou outra mais conveniente.

20. Pautas do professor. - Os examinadores, antes de tudo, percorram a pauta do professor e nela verifiquem as notas atribuídas a cada aluno, que se aproxima do exame e, se for mister, compare com as pautas anteriores do mesmo ano para que melhor se veja o progresso que cada qual fez ou poderá fazer.

21. Processo do exame. - O exame se processará do seguinte modo: primeiro, leia cada qual uma parte de sua composição, se se julgar conveniente, ordene-se-lhe, em se­guida, que corrija os erros, dando a razão de cada um e indicando a regra violada. Aos gramáticos, proponha-se, depois, a versão imediata para o latim de um trecho ver­náculo e a todos se interroguem as regras e outros assuntos estudados nas classes respectivas. Por último, se for neces­sário, exija-se uma explicação breve de um trecho dos livros explanados em aula.

22. Quando se devem dar os votos. - Terminado o exame de cada grupo de três, quando esta fresca ainda a memória dos examinadores, dêem-se os votos sobre os exames feitos levando em conta a composição escrita, a nota do professor e a prova oral.

23. Sobre os duvidosos. - Para decidir acerca dos alunos duvidosos, examine o Prefeito os trabalhos escritos, cada dia, durante alguns períodos de tempo, consulte os mesmos examinadores se convém submetê-los a novas pro­vas escritas e orais. Em casos de dúvida tenha-me ainda presente a idade, o tempo passado na mesma classe, o talento e aplicação.

24. Conservar secreta a decisão. - Terminado o exame, conservem-se em segredo o que foi decidido a respeito de cada aluno, a não ser a apresentação a cada professor de sua pauta, antes da leitura pública.

25. Ou ineptos. - Se se verificar que alguém é de todo inepto para ser promovido, não se atendam pedidos. Se alguém for apenas apto, mas, por causa da idade, do tempo passado na mesma classe ou por outro motivo, que deve ser promovido, promova-se com a condição, se nada a isto se opuser de que, no caso em que a sua aplicação não corresponda às exigências do mestre, seja de novo enviado à classe inferior; e o seu nome não deverá ser incluído na pauta. Se alguns, finalmente, forem tão ignorantes que não possam decentemente ser promovidos e deles nenhum aproveitamento se possa esperar na classe, entenda-se com o Reitor para que, avisados delicadamente os pais ou tutores, não continuem inutilmente no colégio.

26. Promulgação. - A lista dos promovidos deverá ser lida publicamente ou em cada classe, ou, numa só sala, a todos reunidos. Os que muito se distinguiram, entre os colegas, leia-se em primeiro lugar como uma honra, na leitura dos outros, observe-se a ordem alfabética ou a promoção.

27. Listas dos livros. - Antes da reabertura das aulas, consulte a tempo com o Reitor sobre a organização das lista de livros que, durante o ano, deverão ser explica nas nossas aulas, para que se comunique ao Prefeito Geral e aos professores. Do mesmo modo se determinem os livros ou autores que, porventura, durante o ano, deverão ser substituídos.

28. Abundância de livros. - Providencie a tempo com os livreiros públicos afim de que não venham a faltar os livros que os nossos estudantes e os de fora terão que usar diariamente ou no ano seguinte.

29. Determinação de lugares. - No princípio de cada ano, pessoalmente ou por meio dos professores, determine para cada estudante, por meio dos seus superiores para cada, aluno um pensionista, o seu lugar de aula e os confessores, a não ser que, aqui ou ali, a ordem dos luga­res obedeça à ordem de formação. Aos nobres, (1832: onde houver esse costume) se assinem os lugares mais distintos; aos nossos e também a outros religiosos, se houver, bancos separados dos externos; e não consinta que, sem seu conhecimento, se introduza alguma mudança notável.

30. Tempo de estudo privado. -É de grande importância que não só aos nossos estudantes, mas também aos alunos internos e, se possível, também aos externos, o Prefeito, por meio dos Professores ou dos outros Prefeitos dos respectivos colégios, lhes determine um horário que reserve um bom tempo ao estudo privado.

31. Nenhuma dispensa. - A não ser por motivo grave, não dispense a ninguém, sobretudo por longo tempo, da composição dos versos e do estudo do grego.

32. Declamações mensais. - Procure que as declamações mensais (festivas) dos retóricos, nas suas aulas, sejam abrilhantadas pela presença não só dos retóricos e humanistas, mas também dos alunos das classes superiores. Avise, para isso aos Professores que convidem os seus alu­nos; dos nossos, nenhum poderá faltar sem licença do Reitor.

33. Desafios das aulas. - Considere o tempo, o modo e o lugar em que se deverão reunir as aulas para os desafios entre si; não só prescreva com antecedência o método da discussão, mas ainda, durante o debate, procure com a sua presença que tudo proceda com fruto, modéstia e se­renidade. Do mesmo modo esteja presente às declamações ou preleções que os retóricos e humanistas costumam rea­lizar no ginásio.

34. Academias. - Afim de que mais profundamente se gravem os exercícios literários, procure, com o parecer do Reitor que, não só nas classes de Retórica e Humanidade, mas também de Gramática, se fundem Academias, nas quais, em dias certos, segundo as normas fixas indicadas no fim deste livro, se realizem, pôr turnos, preleções e outros exercícios de um bom estudante.

35. Prêmios públicos. - Lembre a tempo ao Superior a distribuição de prêmios e as declamações ou então, porventura, se devem realizar. Nesta distribuição observem-se as normas que vão indicadas no fim destas regras e deverão ser lidas em todas as classes antes das provas escritas.

36. Prêmios particulares. - Procure que, além dos prêmios públicos, os professores estimulem em suas aulas, os alunos com pequenos prêmios particulares, ou outros símbolos de vitória dados pelo Reitor do Colégio e que sejam merecidos por quem venceu o adversário, repetiu ou aprendeu de cor um livro, ou realizou algum outro esforço notável.

domingo, 27 de setembro de 2009

Aula de 28/09/2009

Oi pessoal, estaremos trabalhando com um instrumento amanhã para que eu possa coletar dados sobre o entendimento e a aprendizagem desenvolvida por vocês durante os estudos sobre a análise histórica e epistemológica da avaliação da aprendizagem.
Nos arquivos do blog temos vários textos que orientam e fundamentam estas discussões.
abraços e bom domingo
Professora Cácia

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O ato de examinar e os exames

Como é dificil avaliar, entender que os exames são diferentes da avaliação, mas que a avaliação utiliza o exame para coletar dados, confunde qualquer um.
Então vamos tentar esclarecer um pouco... Segundo Luckesi(2003) os exames, modelo de verificação da aprendizagem dos alunos utilizados por Comenius em sua Didática Magna e pelos jesuítas na Ratio Studiorun apresentam características que permanecem até hoje nas práticas avaliativas, com regras especificas cumpriam rituais, o professor elemento externo ao processo não se comprometia com os resultados obtidos pelos alunos.
No entanto o exame como ato de observação, de checagem permite coletar dados que possibilitam ao avaliador construir um diagnóstico necessário sobre a situação analisada e assim ser possível tomar uma postura de mudança e de novos encaminhamentos caso seja necessário.
Ainda existe os exames utilizados pela avaliação como medida, que ao não se contentar somente com o ato de examinar passa a estabelecer uma escala de medida, justificando assim uma objetividade que se dizia necessária a avaliação da aprendizagem dos alunos.